sábado, 5 de setembro de 2015

A engenharia traz novas opções de construções sustentáveis

Como especificar
empreendimentos sustentáveis
continua...
Nossa opinião é que a grande responsabilidade da engenharia hoje é construir cada vez com menos, potencializando os recursos do planeta. É a ciência por excelência responsável por obras e crenças sustentáveis.





AVANÇOS NOTÁVEIS

Embora ainda haja um longo caminho a ser percorrido para que se tenha um número consistente de construções sustentáveis no Brasil, algumas conquistas recentes são evidentes. "Uma delas é o maior uso de sistemas industrializados pelas construtoras, como os banheiros prontos", menciona Cristina, reforçando que a industrialização é uma estratégia importante para reduzir o desperdício de materiais e aumentar a produtividade. Também são notáveis os avanços no campo dos materiais, como os concretos com redução de clínquer e menos cimento na mistura, os pisos drenantes, as lâmpadas de alta eficiência e os revestimentos que incorporam matérias-primas recicladas em sua produção.
Outro exemplo é o resgate do uso da madeira transformada, obtida de reflorestamento, como elemento estrutural e de vedação. "Tendência no Reino Unido e na Austrália principalmente, o interesse pelo material se deve ao fato de ser uma matéria-prima 100% renovável, neutra em carbono, com desempenho estrutural comparável ao concreto, só que mais leve, além de ser adequada para pré-fabricação e de fácil transporte", explica Marcelo.
Soluções combinadas

O arquiteto Ben van Berkel, do escritório UNStudio, explorou uma implantação pouco convencional para aproveitar as melhores condições de ventilação, insolação e privacidade no projeto da Wind House. O formato incomum das paredes permitiu criar vários pequenos terraços que atenuam a incidência direta do sol sobre as fachadas, revestidas com ripas de madeira que se projetam para fora nos pontos as janelas da cozinha e do banheiro. Materiais que garantem maior eficiência e conforto à construção tiveram preferência, caso do revestimento com estuque de argila natural utilizado em algumas paredes e tetos.


FICHA TÉCNICA
LOCAL
 Noord-Holland, Holanda
CONCLUSÃO
 2014
ÁREA CONSTRUÍDA
 1.677 m²
ARQUITETURA
 UNStudio
ESTRUTURAS
 Pieters Bouwtechniek
INSTALAÇÕES
 Ingenieursburo Linssen e Elektrokern Solutions
LUMINOTÉCNICA
 Elektrokern Solutions
CONSULTORIA DE ACÚSTICA
 Hans Koomans Studio Design

Fachada de madeira

Com 220 apartamentos, o edifício de uso misto New Acton Nishi foi projetado para maximizar o aproveitamento da luz natural e da vista, sem abrir mão da eficiência energética. Pela modelagem do edifício em 3D foi possível analisar o desempenho de diferentes alternativas em relação à temperatura, vento, caminho do sol, sombra, ruído e vista. Os estudos permitiram a inclusão de elementos de design passivos, como átrios centrais e fachadas operáveis. Equipado com coletores solares nos telhados, que asseguram 60% da demanda de água quente nos banheiros, o empreendimento chama atenção pela fachada com ripas horizontais de madeira e mais de 90 caixas suspensas com vegetação presas a estruturas de alumínio. A solução, além de adicionar volume à fachada envidraçada, ajuda a manter o edifício fresco.



FICHA TÉCNICA
LOCAL
 Canberra, Austrália
CONCLUSÃO
 2014
ARQUITETURA
 Fender Katsalidis Architects, Suppose Design Office e Arup
ESTRUTURAS
 AWT Consulting
CONSTRUÇÃO
 PBS Building Group
Leed em foco
A construção do Edifício Odebrecht São Paulo incorporou uma série de ações visando ao selo Leed na categoria Gold. As mais impactantes estão relacionadas ao consumo de energia. Aumentando a eficiência de elevadores, equipamentos de climatização, bombas, sistemas de iluminação e das condições das fachadas, o empreendimento alcançou uma redução no consumo de energia superior a 18%. O projeto conta com sistema de coleta de água de chuva e com tratamento de água de reúso para alimentar as bacias e mictórios. Também possui um muro vegetado de 1.500 m², que contribuiu para a melhoria da qualidade do ar por meio da absorção de CO2, além de favorecer o isolamento térmico e acústico do edifício.


FICHA TÉCNICA
LOCAL
 São Paulo, SP
CONCLUSÃO 2013
ÁREA CONSTRUÍDA 57.746,87 m²
CONSTRUÇÃO Odebrecht Realizações Imobiliárias;
ARQUITETURA Aflalo/Gasperini
PROJETO DE INSTALAÇÕES ELÉTRICAS E HIDRÁULICAS PHE
PROJETO DE AUTOMAÇÃO SI2
PROJETO DE LUMINOTÉCNICA Mingrone
CONSULTORIA EM SUSTENTABILIDADE CTE
PAISAGISMO Soma Arquitetos
MURO VERDE Canevaflor
ELEVADORES Atlas Schindler

Transparência eficiente





A Unidade de Operações da Bacia de Santos da Petrobras foi projetada para receber 7 mil funcionários da companhia e para concentrar as atividades relacionadas à exploração do Pré-Sal. O projeto teve como ponto de partida a conservação de parte de um armazém de 1884. Também incorporou práticas para garantir eficiência energética com predominância do uso de luz natural, reuso de água e recuperação das espécies endêmicas ou em extinção na flora local. A fachada combinou diferentes vidros insulados serigrafados em camada dupla e de baixa reflexão para garantir a permeabilidade visual para o entorno paisagístico sem comprometer o controle da carga térmica. O empreendimento recebeu a certificação Leadership in Energy & Environmental Design (Leed) na categoria Gold.
FICHA TÉCNICA
LOCAL
 Santos, São Paulo
CONCLUSÃO 2014
ÁREA CONSTRUÍDA 140 mil m²
ARQUITETURA Ruy Rezende Arquitetura
CONSTRUÇÃO Construcap
CONSULTORIA EM CONFORTO AMBIENTAL E SUSTENTABILIDADE CTE
CONSULTORIA EM FACHADA QMD e Aluparts
CLIMATIZAÇÃO E AR-CONDICIONADO Datum
VIDRO SERIGRAFADO Glassec
 FIM
imagens e texto da editora Pini.