segunda-feira, 8 de julho de 2019

Empresa japonesa para o Brasil


Embaixador diz que reformas atrairão empresas japonesas para o Brasil
Publicado em 08/07/2019 - 13:35
Por Karine Melo - Repórter da Agência Brasil Brasília




O embaixador do Japão no Brasil, Akira Yamada, disse hoje (8), em Brasília, que a aprovação pelo Congresso Nacional de reformas, como a da Previdência, pode estimular que mais empresas japonesas invistam no Brasil.
“Estou convicto de que, se as reformas avançarem, muitas empresas japonesas voltarão a olhar para o Brasil novamente para se instalar e aumentar os investimentos”, afirmou, destacando a cooperação econômica entre os dois países.
A declaração foi feita durante sessão solene no Senado em homenagem aos 111 anos da imigração japonesa no país.


 O Senado Federal realiza sessão especial em comemoração aos 111 anos da imigração japonesa no Brasil.
          Senado realizou sessão para comemorar 111 anos da imigração japonesa     (Marcelo Camargo/Agência Brasil)

“Terceira maior economia do mundo, o Japão apresenta muitas oportunidades e oferece enorme potencial para as exportações brasileiras. Parceiro mais tradicional do Brasil na Ásia e com quem temos cooperação técnica há 60 anos, o governo brasileiro tem envidado esforços para o início das negociações comerciais Mercosul e Japão, um melhor acesso de produtos de nosso agronegócio, a diversificação de nossas exportações e atração de novos investimentos japoneses”  ressaltou a diretora do departamento de Japão e Pacífico do Ministério de Relações Exteriores, Cecília Ishitani.
A sessão - proposta pela senadora Leila Barros (PSB - DF) - lembrou a chegada, em junho de 1908, do navio Kasato Maru, no Porto de Santos (SP), trazendo 781 japoneses para trabalhar nas fazendas do interior paulista.
Hoje, o Brasil abriga a maior comunidade de descendentes nipônicos do mundo, com cerca de 2 milhões de pessoas.
A solenidade teve ainda dança típica japonesa e apresentação de judô.
Edição: Kleber Sampaio
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quinta-feira, 13 de junho de 2019

Negócio


Governo divulga lista de negócios que podem ser abertos sem alvará
Publicado em 12/06/2019 - 20:49
Por Jonas Valente – Repórter Agência Brasil Brasília






Foi publicada hoje no Diário Oficial da União uma lista com 287 atividades econômicas que não precisarão de autorizações prévias para funcionar, como alvarás e licenças de funcionamento. A resolução com a lista define diferentes exigências a partir do risco. Os negócios classificados como de “baixo risco A” terão maior autonomia para o processo de abertura.

A resolução foi aprovada pelo Comitê Gestor da Rede de Simplificação de Negócios, com representantes do governo federal e de outros entes públicos, como estados e municípios. A norma valerá para aqueles estados e municípios que não tiverem regras próprias. No caso daqueles com legislação específica, esta é a que valerá.
A decisão detalhou a Medida Provisória (MP) Nº 881, de 2019. Esta trouxe novas regras para desburocratizar a abertura e o funcionamento de negócios. A resolução criou três classificações: “baixo risco A”, “médio risco” e “alto risco”.
As atividades definidas como de "baixo risco A" passaram a não precisar de qualquer tipo de autorização para implantação e funcionamento. Isso inclui licenças e autorizações. Até então, para abrir um empreendimento havia necessidade de buscar permissões, como alvarás da prefeitura ou autorizações de Corpo de Bombeiros ou da Defesa Civil.
Para se enquadrar na dispensa de autorização, além de estar nas 287 atividades listadas foram definidos alguns requisitos especiais. Nas zonas urbanas, por exemplo, o empreendimento precisa estar em uma zona regular. Caso funcione na casa do responsável, não será permitida uma atividade com grande circulação de pessoas ou se sua natureza for digital (como uma startup ou um serviço oferecido por um aplicativo ou site).

Só poderão ser enquadrados como de baixo risco aqueles negócios em locais de até 200 m² e com no máximo três pavimentos, sem subsolo. Nesse caso, a lotação máxima deverá ser de 100 pessoas e não será permitida a presença de gás liquefeito acima de 190 kg ou de mais de 1.000 litros de líquido inflamável.
CNPJ obrigatória
O diretor de registro empresarial da Secretaria Especial de Desburocratização, Gestão e Governo Digital do Ministério da Economia, André Ramos, explicou que a classificação de baixo risco não exime os empreendedores de tirar Cadastro Nacional de Pessoas Jurídicas (CNPJ) e outros registros tributários, como inscrições municipais e estaduais. Da mesma forma, a decisão não exime os responsáveis de cumprir outras exigências da legislação.
“A MP também não autoriza abertura de negócios em qualquer lugar. Não dispensa licenças profissionais, quando exigidas, nem a observância das demais normas. Empreendedores não ficam imunes à fiscalização. Mas não pode é a fiscalização ser condição para ela exercer”, disse. 
Riscos médio e alto
Empreendedores das atividades listadas como de médio risco poderão abrir negócios com alvarás provisórios, como ocorria até então no caso de micro e pequenas empresas, mas precisarão de vistoria posterior para confirmar a permissão concedida preliminarmente.
Já os empreendimentos de alto risco terão requisitos específicos, como de segurança sanitária, metrologia, controle ambiental e prevenção contra incêndios. É o caso, por exemplo, de barragens como a de Mariana e de Brumadinho.
Estados e municípios
O secretário especial de Desburocratização, Gestão e Governo Digital do Ministério da Economia, Paulo Uebel, disse que a resolução vale para os estados e municípios sem normas próprias para o tema. Ele explicou que cada ente federativo pode ou seguir ou estabelecer lista com classificação própria, alterando também as atividades que vão ser dispensadas de autorização, que precisarão de alvarás provisórios ou que terão exigências maiores.
Segundo o secretário, o objetivo da medida, e da MP, foi facilitar a abertura de negócios. “Hoje o Brasil ocupa posição de ranking para fazer negócios muito atrás de outras nações parecidas conosco. O objetivo com a MP foi retirar um pouco o peso da burocracia, o excesso de regulamentação para tornar o Brasil ambiente melhor para empreender”, disse.

Edição: Fábio Massalli
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domingo, 5 de maio de 2019

Regularizamos seu imóvel


COMO REGULARIZAR
UM IMÓVEL
JÁ CONSTRUÍDO


Nos da FENIX ENGENHARIA E ADMINISTRADORA legalizamos seus imóvel com rapidez e segurança. Elaboramos toda a documentação e intermediamos todos os eventos para sua comodidade. Fale conosco!






Comprar ou vender um imóvel não é uma tarefa fácil e, muitas vezes, podemos descobrir que existem irregularidades com essa propriedade. Infelizmente, esse é um problema bem comum e que pode dificultar ainda mais todo o processo.
Existem diversas formas de resolver esse tipo de problema. Você sabe quais são as documentações necessárias e como regularizar um imóvel já construído?
Entre os casos mais comuns, estão realmente a de falta de documentação, entre eles a escritura, o Habite-se ou outros documentos para averbação do imóvel.

Não possuo a escritura, e agora?
A falta de escritura é um dos motivos mais recorrentes para que um imóvel fique irregular. Para quem não sabe, a escritura, é documento que regulariza o imóvel mostrando quem é o proprietário — e precisa ter registro em cartório.
Se o seu imóvel não tem esse documento, você pode ter alguns problemas, podendo até perder a posse do imóvel. Mas acalme-se! Existem maneiras de resolver esse tipo de situação.
Uma das formas é encontrar os antigos donos desse imóvel. Nesse caso, você pode convencê-los a fazer a escritura com você. Além de precisar da presença dos proprietários antigos do imóvel, você precisa também levar um título de compra para comprovar esse negócio e conseguir registrar o imóvel. Esse documento é importante porque serve como um protocolo que o cartório vai usar para registrar  o imóvel como existente.

E se eu não encontrar os antigos donos?
Nesse caso, você precisará procurar a justiça para registrar sua propriedade. O mais comum é utilizar uma ação por usucapião para regularização do imóvel. Apesar do nome difícil esse tipo de processo é bem simples: você precisa provar que mora naquele local há mais de cinco anos. Pode ser por foto, contas antigas ou alguém que possa testemunhar isso por você.
Todo esse processo pode demorar por volta de um ano e é necessário o auxílio de um advogado especializado. Portanto, se você estiver com dificuldades em relação a esse tipo de situação, pode entrar conosco no email já citado.

Meu imóvel não tem o Habite-se
O Habite-se é um dos documentos mais importantes quando se fala de imóveis. Trata-se de um documento que a prefeitura emite para você quando sua propriedade está de acordo com o projeto e com as condições do lugar onde você mora. Sem ele, você pode pagar multas e ter um IPTU mais caro.
Mas não se preocupe: para conseguir o Habite-se é preciso de uma planta de seu imóvel, na maioria das vezes feita por um engenheiro ou arquiteto. Se seu imóvel estiver de acordo com a planta e as exigências, você leva essa planta para a prefeitura e pede a regularização.
Esse tipo de documento é importante para várias coisas, como caso você tenha a intenção de vender seu imóvel futuramente — sem o Habite-se, ele pode ficar desvalorizado.

Fiz uma reforma e não sei como regularizar o imóvel
Qualquer tipo de mudança que você deseja realizar no seu imóvel infelizmente precisa de autorização da Prefeitura. Caso isso não aconteça, seu imóvel fica irregular e você pode ter que arcar com uma multa.
Então, ao construir mais um quarto, aumentar o tamanho da cozinha ou criar uma lavanderia, você precisar de uma averbação do imóvel. Averbação nada mais é do que fazer constar no registro do imóvel as modificações que você fez ou quer fazer.
Para isso você precisa apresentar um projeto. Além disso, alguns documentos para averbação de imóvel também são necessários: um requerimento firmado pelo dono (com CPF, profissão, endereço, estado civil), mencionando o valor da construção; uma certidão de conclusão de obra; a planta do imóvel aprovada na Prefeitura, com assinatura de um engenheiro responsável, entre outros.



 Inventário e dívidas
Parece complicado, mas não é: um imóvel fica em processo de inventário quando ele pertencia a alguém que morreu, e não pode ser vendido sem autorização da Justiça.
Você pode resolver isso de duas formas: ir com um advogado até um cartório e fazer o inventário. Os valores e o tempo podem variar de acordo com a dificuldade que você vai encontrar. Em outra hipótese, quando o imóvel está em um testamento ou os herdeiros não concordam sobre o destino dele, você precisará usar a via judicial, pedindo para um juiz a regularização do imóvel.

Dívidas. Caso seu imóvel tenha dívidas de outros proprietários ou do próprio imóvel o ideal é que você negocie, com auxílio de um advogado, para que ela se torne mais viável. Se for uma dívida de condomínio ou de IPTU o mais indicado é renegociar esse acerto com o próprio condomínio.
Se for do antigo proprietário, como um financiamento de imóvel atrasado, é legal ir até o banco e lá tentar ver a melhor forma de solucionar essa situação.

Como saber se um imóvel está regularizado na prefeitura?
Muitas vezes alguém mora há um tempo em um determinado imóvel, mas não faz ideia de que ele pode estar irregular. Uma das formas mais simples para saber sua propriedade está regular ou não é ter o número do IPTU em mãos, também conhecido como SQL do imóvel, composto por 11 dígitos no seu carnê de IPTU.
Com esse número, você pode ir até a subprefeitura mais próxima, que atende ao seu distrito, ou pode enviar um e-mail para o exclusiva01@msn.com, perguntando as informações que pretende saber do seu imóvel.
Se a resposta a esse contato disser que seu imóvel estiver irregular, não entre em pânico! Como já dito, a culpa provavelmente não é sua, e existem algumas alternativas para que você possa solucionar essa situação.







terça-feira, 23 de abril de 2019

Redução de ICMS


Após redução de ICMS do querosene, São Paulo ganha dois voos
Publicado em 18/04/2019 - 18:07                                                                   
Por Camila Maciel - Repórter da Agência Brasil São Paulo



Aeroporto de Viracopos
Como parte da contrapartida para a redução da alíquota do Imposto Sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) sobre o combustível de aviação em São Paulo, as cidades de Araraquara, no interior paulista, e Guarujá, na região litorânea, receberão voos ainda este ano.
Os dois novos voos serão ofertados pela Azul Linhas Aéreas Brasileiras. Araraquara, cidade com 230 mil habitantes, oferecerá um voo diário para Campinas, a partir do dia 1º de setembro. Do Aeroporto Internacional de Viracopos, os passageiros terão acesso a 60 destinos nacionais e internacionais.
O voo que sairá de Guarujá, no litoral paulista, não tem data para início das operações, pois depende da conclusão de obras estruturais no aeroporto da cidade. O município, com 380 mil habitantes, terá voos para os aeroportos do Santos Dumont, no Rio de Janeiro; Belo Horizonte, em Minas Gerais, e Curitiba, no Paraná.
ICMS
O percentual do ICMS sobre os combustíveis de aviação passará de 25% para 12% em 1º de junho. Em seis meses, o setor deve criar 70 voos para 21 estados, sendo que seis deles vão atender exclusivamente destinos no território paulista.
Com a renúncia fiscal, a arrecadação prevista para 2019 sobre a comercialização de querosene aéreo cairá de R$ 627 milhões para R$ 422 milhões. A medida pretende diminuir o custo operacional das companhias aéreas. Os voos fazem parte do programa “São Paulo Pra Todos”, lançado em fevereiro deste ano.
A expectativa do governo de São Paulo é que a malha área e o fluxo de passageiros em São Paulo se ampliem em todas as regiões do estado. O estado concentra 44% do mercado de aviação civil do Brasil, de acordo com a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac).
Stopover
Outra medida compensatória das companhias é implementação do stopover, que é a possibilidade de que passageiros fiquem até três dias em conexão no estado sem pagar novo bilhete. As empresas aéreas vão criar um fundo de R$ 40 milhões para custear um plano de marketing, que incentivará a ampliação da permanência de visitantes em São Paulo por meio desse mecanismo, que é inédito no Brasil.
Um estudo da Secretaria de Turismo do estado mostra que se 2,5% dos passageiros que passam pelos três maiores aeroportos de São Paulo fizerem a conexão com o stopover, um total de R$ 6,9 bilhões serão injetados na economia do estado. A estimativa é que a sejam gerados 59 mil empregos nos próximos 18 meses a partir da desoneração, com previsão de R$ 1,4 bilhão em salários anualmente.
Saiba mais

Edição: Fernando Fraga
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quinta-feira, 4 de abril de 2019

Consumidores


CNC projeta alta de 1,5% para as vendas da Páscoa contra 2% de 2018

Aumento do dólar retrai consumidores

Publicado em 03/04/2019 - 07:49

Por Alana Gandra - Repórter da Agência Brasil Rio de Janeiro

São Paulo - Pesquisa aponta que mais de 100 milhões de brasileiros farão compras para a Páscoa
 
A Páscoa terá, este ano, a terceira alta consecutiva nas vendas do varejo, segundo pesquisa da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC).

O aumento previsto é de 1,5% em relação ao ano passado, quando o faturamento cresceu 2%. As vendas devem atingir R$ 2,4 bilhões em todo o país.Alta do dólar prejudica vendas para a Páscoa. Consumidor está mais retraído    (Arquivo/Rovena Rosa/Agência Brasil)

O economista-chefe da CNC, Fabio Bentes, disse que a expectativa para a data está condizente com o nível de atividade atual da economia, “com o nível de consumo e com desemprego ainda alto”.Observou que essa data, que costuma impulsionar o crescimento das vendas do comércio, este ano vai dar um “empurrãozinho muito pequeno, porque o nível de desemprego ainda está muito alto”.

Outro fator que atrapalha as vendas da Semana Santa deste ano é a alta do dólar nos últimos meses. Com isso, produtos como ovos de Páscoa e chocolates em geral, azeite e pescado, ao contrário do ano passado, este ano mostram preços mais salgados, devido ao dólar. “Isso tende a atrapalhar um pouco as vendas da Páscoa”, disse Bentes. O fator principal para o economista-chefe da CNC, entretanto, é a dificuldade de retomar a capacidade de consumo no ambiente de desemprego alto.

“Acho que isso está por trás desse número decepcionante das vendas de Páscoa”. O aumento de 1,5% projetado para o faturamento do varejo na Semana Santa está bem distante da alta de 9,5% registrada em 2010. O economista lembrou que esse foi um outro momento da economia, quando o Produto Interno Bruto (PIB, soma dos bens e serviços produzidos no país) evoluiu 7,5%.

Temporários

Bentes destacou que a expectativa de crescimento do PIB este ano está em torno de 2% e tende a dar o ritmo da economia. “Com o mercado de trabalho fraco do jeito que está, o comércio paga a conta nas datas comemorativas, através de altas bem modestas no faturamento real. E isso acaba ,atrapalhando até a expectativa de contratação de temporários”, afirmou.

A pesquisa da CNC projeta contratação de 10,7 mil trabalhadores temporários na Páscoa em todo o país, abaixo do número do ano passado (10,8 mil), devido ao ambiente incerto na economia, que acaba fazendo com que o varejista invista pouco em contratações este ano. O salário médio de admissão no varejo deverá ser de  R$ 1.267, alta de 5,9% em comparação à Páscoa de 2018.

O economista explicou que, historicamente, cerca de 12% dos trabalhadores temporários acabam efetivados depois da Páscoa em hipermercados e lojas especializadas. Em termos de vendas, a Páscoa é a quinta data comemorativa do varejo nacional e uma das mais afetadas pela variação do câmbio. As outras são o Natal, Dia das Mães, Dia dos Namorados e Dia das Crianças.

Edição: Kleber Sampaio


 

Venezuela emergência


ONG diz que Venezuela vive emergência humanitária complexa

ONU pode providenciar recursos para ajudar população

Publicado em 04/04/2019 - 07:17

Por Agência Brasil Brasília

A organização não governamental Human Rights Watch alertou hoje (4) que a conjunção de fatores, como falta de comida e escassez de alimentos, gera na Venezuela uma “emergência humanitária complexa”. Segundo a entidade, a Organização das Nações Unidas (ONU) deve dar uma “resposta forte”.

Declarar oficialmente que na Venezuela há uma “emergência humanitária complexa” é um princípio técnico da ONU que permitiria desbloquear a mobilização de recursos humanos e materiais suficientes para atender às necessidades urgentes dos venezuelanos.


Os partidários da oposição participam de uma manifestação contra o governo do presidente venezuelano Nicolas Maduro em Caracas

        Falta de alimentos e remédios leva população a sair às ruas em protesto contra governo da Venezuela (Arquivo/Reuters/Carlos Garcia Rawlins/Direitos Reservados)

O relatório "A emergência humanitária na Venezuela: uma resposta em grande escala da ONU é necessária para enfrentar a crise de saúde e alimentos", de 73 páginas, elaborado por especialistas e médicos da Faculdade de Saúde Bloomberg Public, da Universidade Johns Hopkins, e da Human Rights Watch, reúne uma série de detalhes sobre a situação no país.

"Por mais que eles tentem, as autoridades venezuelanas não podem esconder a realidade do país", disse Shannon Doocy, PhD e professor associado de Saúde Internacional na Escola Bloomberg de Saúde Pública, da Universidade Johns Hopkins, que conduziu a investigação.

Estudo

No estudo, há informações sobre os níveis de mortalidade materna e infantil, surtos de doenças que poderiam ser prevenidas com a vacinação, como o sarampo e a difteria, e aumentos drásticos na transmissão de doenças infecciosas, como a malária e a tuberculose.

O relatório adverte que tais dados indicam ainda a existência de elevado nível de insegurança alimentar e desnutrição infantil, bem como alta proporção de crianças internadas em hospitais com desnutrição.

"O colapso absoluto do sistema de saúde da Venezuela, combinado com a escassez generalizada de alimentos, está exacerbando o calvário que os venezuelanos estão vivendo e colocando mais pessoas em risco. Precisamos da liderança da ONU para ajudar a acabar com esta grave crise e salvar vidas”, apelou Doocy.

Em março, a Federação Internacional da Cruz Vermelha anunciou que aumentaria sua presença na Venezuela para cobrir as necessidades de 650.000 pessoas. Dados não oficiais indicam que aproximadamente 7 milhões de venezuelanos precisam de ajuda.

Providências

A ONG recomenda que o Escritório para a Coordenação de Assuntos Humanitários (OCHA) aborde o caso venezuelano como prioritário para exigir a mobilização de esforços e recursos de assistência humanitária em grande escala.

A entidade sugere ainda que as autoridades venezuelanas publiquem dados oficiais sobre doenças, epidemiologia, segurança alimentar e nutrição, para que a ONU possa avaliar de forma completa as necessidades humanitárias e a magnitude real da crise.

Mais de 150 pessoas, entre especialistas, profissionais de saúde, assistentes sociais, professores e líderes comunitários foram ouvidos na elaboração do estudo divulgado hoje (4).

Edição: Kleber Sampaio