sábado, 5 de setembro de 2015

A engenharia traz novas opções de construções sustentáveis

Como especificar
empreendimentos sustentáveis
continua...
Nossa opinião é que a grande responsabilidade da engenharia hoje é construir cada vez com menos, potencializando os recursos do planeta. É a ciência por excelência responsável por obras e crenças sustentáveis.





AVANÇOS NOTÁVEIS

Embora ainda haja um longo caminho a ser percorrido para que se tenha um número consistente de construções sustentáveis no Brasil, algumas conquistas recentes são evidentes. "Uma delas é o maior uso de sistemas industrializados pelas construtoras, como os banheiros prontos", menciona Cristina, reforçando que a industrialização é uma estratégia importante para reduzir o desperdício de materiais e aumentar a produtividade. Também são notáveis os avanços no campo dos materiais, como os concretos com redução de clínquer e menos cimento na mistura, os pisos drenantes, as lâmpadas de alta eficiência e os revestimentos que incorporam matérias-primas recicladas em sua produção.
Outro exemplo é o resgate do uso da madeira transformada, obtida de reflorestamento, como elemento estrutural e de vedação. "Tendência no Reino Unido e na Austrália principalmente, o interesse pelo material se deve ao fato de ser uma matéria-prima 100% renovável, neutra em carbono, com desempenho estrutural comparável ao concreto, só que mais leve, além de ser adequada para pré-fabricação e de fácil transporte", explica Marcelo.
Soluções combinadas

O arquiteto Ben van Berkel, do escritório UNStudio, explorou uma implantação pouco convencional para aproveitar as melhores condições de ventilação, insolação e privacidade no projeto da Wind House. O formato incomum das paredes permitiu criar vários pequenos terraços que atenuam a incidência direta do sol sobre as fachadas, revestidas com ripas de madeira que se projetam para fora nos pontos as janelas da cozinha e do banheiro. Materiais que garantem maior eficiência e conforto à construção tiveram preferência, caso do revestimento com estuque de argila natural utilizado em algumas paredes e tetos.


FICHA TÉCNICA
LOCAL
 Noord-Holland, Holanda
CONCLUSÃO
 2014
ÁREA CONSTRUÍDA
 1.677 m²
ARQUITETURA
 UNStudio
ESTRUTURAS
 Pieters Bouwtechniek
INSTALAÇÕES
 Ingenieursburo Linssen e Elektrokern Solutions
LUMINOTÉCNICA
 Elektrokern Solutions
CONSULTORIA DE ACÚSTICA
 Hans Koomans Studio Design

Fachada de madeira

Com 220 apartamentos, o edifício de uso misto New Acton Nishi foi projetado para maximizar o aproveitamento da luz natural e da vista, sem abrir mão da eficiência energética. Pela modelagem do edifício em 3D foi possível analisar o desempenho de diferentes alternativas em relação à temperatura, vento, caminho do sol, sombra, ruído e vista. Os estudos permitiram a inclusão de elementos de design passivos, como átrios centrais e fachadas operáveis. Equipado com coletores solares nos telhados, que asseguram 60% da demanda de água quente nos banheiros, o empreendimento chama atenção pela fachada com ripas horizontais de madeira e mais de 90 caixas suspensas com vegetação presas a estruturas de alumínio. A solução, além de adicionar volume à fachada envidraçada, ajuda a manter o edifício fresco.



FICHA TÉCNICA
LOCAL
 Canberra, Austrália
CONCLUSÃO
 2014
ARQUITETURA
 Fender Katsalidis Architects, Suppose Design Office e Arup
ESTRUTURAS
 AWT Consulting
CONSTRUÇÃO
 PBS Building Group
Leed em foco
A construção do Edifício Odebrecht São Paulo incorporou uma série de ações visando ao selo Leed na categoria Gold. As mais impactantes estão relacionadas ao consumo de energia. Aumentando a eficiência de elevadores, equipamentos de climatização, bombas, sistemas de iluminação e das condições das fachadas, o empreendimento alcançou uma redução no consumo de energia superior a 18%. O projeto conta com sistema de coleta de água de chuva e com tratamento de água de reúso para alimentar as bacias e mictórios. Também possui um muro vegetado de 1.500 m², que contribuiu para a melhoria da qualidade do ar por meio da absorção de CO2, além de favorecer o isolamento térmico e acústico do edifício.


FICHA TÉCNICA
LOCAL
 São Paulo, SP
CONCLUSÃO 2013
ÁREA CONSTRUÍDA 57.746,87 m²
CONSTRUÇÃO Odebrecht Realizações Imobiliárias;
ARQUITETURA Aflalo/Gasperini
PROJETO DE INSTALAÇÕES ELÉTRICAS E HIDRÁULICAS PHE
PROJETO DE AUTOMAÇÃO SI2
PROJETO DE LUMINOTÉCNICA Mingrone
CONSULTORIA EM SUSTENTABILIDADE CTE
PAISAGISMO Soma Arquitetos
MURO VERDE Canevaflor
ELEVADORES Atlas Schindler

Transparência eficiente





A Unidade de Operações da Bacia de Santos da Petrobras foi projetada para receber 7 mil funcionários da companhia e para concentrar as atividades relacionadas à exploração do Pré-Sal. O projeto teve como ponto de partida a conservação de parte de um armazém de 1884. Também incorporou práticas para garantir eficiência energética com predominância do uso de luz natural, reuso de água e recuperação das espécies endêmicas ou em extinção na flora local. A fachada combinou diferentes vidros insulados serigrafados em camada dupla e de baixa reflexão para garantir a permeabilidade visual para o entorno paisagístico sem comprometer o controle da carga térmica. O empreendimento recebeu a certificação Leadership in Energy & Environmental Design (Leed) na categoria Gold.
FICHA TÉCNICA
LOCAL
 Santos, São Paulo
CONCLUSÃO 2014
ÁREA CONSTRUÍDA 140 mil m²
ARQUITETURA Ruy Rezende Arquitetura
CONSTRUÇÃO Construcap
CONSULTORIA EM CONFORTO AMBIENTAL E SUSTENTABILIDADE CTE
CONSULTORIA EM FACHADA QMD e Aluparts
CLIMATIZAÇÃO E AR-CONDICIONADO Datum
VIDRO SERIGRAFADO Glassec
 FIM
imagens e texto da editora Pini.


sábado, 15 de agosto de 2015

Especificações em engenharia sustentável.

Como especificar
empreendimentos sustentáveis
Edição 257 - Agosto/2015


 A engenharia preocupa a cada vez mais com sustentabilidade. Engenheiros são os grandes responsáveis pelas transformações do planeta. São eles os cérebros que fazem as contas, que estudam as possíveis e mais  viáveis alterações  a serem feitas ao meio-ambiente para acomodar o ser humano. Esta reflexão, apartir da revista DE ARQUITETURA da PINI SISTEMA, é uma forma de vermos a responsabilidade da intervenção e sua titularidade. Leiam:











A concepção de empreendimentos eficientes e que gerem menos impacto ao meio ambiente requer dos arquitetos um conhecimento que vai além da especificação de produtos cercados de adjetivos como "verde" e "ecológico". As demandas atuais da sociedade exigem que a sustentabilidade seja tratada como um requisito básico das edificações, e não mais como um artigo de luxo ou argumento de marketing.
Por isso, um dos cuidados a serem tomados no momento da elaboração de um projeto é fugir do "greenwashing", ou seja, da utilização de soluções que em um primeiro momento parecem agregar sustentabilidade ao projeto, mas que, na verdade, não diferem muito do produto tradicional. Isso pode ser feito, por exemplo, com a verificação prévia do atendimento à legislação por parte do fornecedor, incluindo normas técnicas. Também passa pela exigência de informações detalhadas sobre os produtos a serem adquiridos. "Não basta dizer que a tinta tem baixo índice de composto orgânico volátil em sua composição ou que requer baixo consumo de água e energia para produção. É preciso informar quanto", explica a arquiteta Cristina Umetsu, gerente da Equipe de Consultoria de Projeto Sustentável e Eficiência Energética do Centro de Tecnologia de Edificações (CTE).
Os selos verdes, que muitas vezes servem de parâmetro para a especificação de soluções sustentáveis, são importantes ferramentas de apoio para a tomada de decisão, mas devem ser usados com cautela. Para o professor da Escola Politécnica da Universidade de São Paulo (Poli-USP) e conselheiro do Conselho Brasileiro de Construção Sustentável (CBCS), Vanderley John, o fato de o produto ter um selo é positivo, pois demonstra que o fabricante submeteu seu produto a avaliações. Mas é preciso investigar quais foram os critérios de análise, pois eles podem ser mais brandos do que a expectativa do consumidor. "As certificações ambientais possuem papel fundamental na melhoria das práticas de mercado, mas de forma alguma são garantias de plenitude sustentável", acrescenta o arquiteto Marcelo Nudel, especialista em sustentabilidade e eficiência energética da Arup no Brasil.
OLHO NO FUTURO
A adequação climática é um dos aspectos mais críticos. Para Marcelo, a combinação entre orientação solar, formato do edifício, posicionamento correto das fachadas de vidro e sombreamento externo é mais eficaz do que qualquer tecnologia sustentável. "Vidros de alta eficiência são recursos interessantes, mas devem ser explorados em segunda instância", diz. Para o arquiteto, ignorar as condições climáticas é um dos erros mais cometidos quando se concebe edifícios no Brasil. "O clima tropical não permite grandes panos de vidro desprotegidos indiscriminadamente, mesmo que sejam de alta eficiência, sob risco de perda significativa de eficiência energética, de conforto térmico para os ocupantes e de gerar ofuscamentos", argumenta.
A análise de ciclo de vida da construção é outro ponto que precisa ser mais trabalhado nos projetos. Embora os edifícios sejam concebidos para durar ao menos cinco décadas, a regra ainda é privilegiar a economia na fase de construção sem se ater ao retorno do investimento ao longo dos anos. Um exemplo pode ser visto na instalação de hidrômetros para monitorar o consumo individualizado e por uso final da edificação. Trata-se de um custo adicional para a construção, mas que pode ser um grande instrumento de gestão para quem vai cuidar do prédio. "Mesmo que o custo de instalação de um painel fotovoltaico ou de um sistema de tratamento de esgoto seja impeditivo no cenário atual, poderíamos ao menos projetar e construir uma infraestrutura mínima para permitir a instalação futura de alguns equipamentos durante a operação do prédio, sem ter que parar seu funcionamento", propõe Cristina. Para ela, um grande problema é que, geralmente, as equipes que trabalham com projeto e obra não conhecem a rotina e as dificuldades para a manutenção de um edifício em funcionamento. "Seria importante termos um trabalho mais integrado e com o envolvimento das equipes com experiência em operação predial desde as fases iniciais de projeto, para evitar custos adicionais, retrabalhos, paradas de operação e desperdício tecnológico", defende a arquiteta do CTE.
Minimizar os impactos ambientais de um edifício passa, também, por um processo de construção com ótima gestão. Boas práticas de projeto podem diminuir perdas de materiais ao privilegiar a modulação de partes do edifício em função de elementos construtivos disponíveis no mercado, ou ao garantir o dimensionamento adequado das estruturas, evitando o uso desnecessário de concreto e aço. (parte um)


domingo, 19 de julho de 2015

Arte e design. Como a arquitetura cria espaços únicos.

Nosso comentário: O fantástico trabalho da arquitetura no Brasil, se deve em primeiro lugar ao histórico de liberdade e ousadia dessa arte no pais, citados Brasilia e tantas outras obras e ao conteúdo renovador das principais universidades. É muito bonito ver jovens com tamanha criatividade e capacidade técnica porque arquitetura além de arte, é engenharia.



Arquitetos do GrupoSP desenham residência em São Paulo com cuidadoso controle de vãos e de entradas de luz
Por Rafael Urano Frajndlich Fotos Nelson Kon
Edição 256 - Julho/2015

A residência na cidade de São Paulo segue os parâmetros que marcam o todo das obras do GrupoSP: busca de uma beleza estrutural, objetividade no uso de materiais e articulação do espaço que destaca aspectos da vida de seus moradores.

Vista de fora, a casa já demonstra os seus materiais estruturais: paredes de concreto e vigas de aço. Um brise de chapas metálicas horizontais filtra a luz com um sistema denso de aberturas, o que cria um curioso jogo de vultos escuros dentro da casa: abajures, mobiliários, esculturas e outros objetos aparecem no primeiro plano por cima do muro de acesso. Em uma habitação feita em lote urbano, é comum que algumas áreas sejam preenchidas por penumbras e sombras. O GrupoSP enfrentou este problema num jogo de cheios, vazios, transparências e opacidades que fazem das penumbras uma protagonista em si, de modo que, no limite, radicalizam-se as sensações espaciais, podendo-se supor que a casa é feita pela articulação de concreto, aço e sombras.
Abrindo-se a porta de acesso, feita de chapas metálicas, adentra-se no pequeno pátio de entrada, preenchido com as espécies determinadas pelo paisagista Raul Pereira. Atravessando o portão, nesta posição, pode-se ver toda a extensão da casa e o muro de fundo, numa perspectiva da qual se intui o tamanho todo do lote, sobretudo pela porta de entrada da casa ser de vidro e pela ausência de veículos estacionados no recuo frontal, posto que aos carros foi aberto um subsolo.
Dentro, tem-se a surpresa: o corredor de acesso que distribui os programas é ladeado por um mobiliário desenhado sob medida em chapas metálicas que resolve uma estante de livros que corre toda a face da casa. Um rasgo zenital faz com que entre uma fria luz por cima das estantes, deixando esta ala escura, quase como uma cella, ou como o setor de livros raros de uma biblioteca.
Mais do que um local para armazenar volumes, os planos metálicos servem como suporte ao acervo cultural da casa: nichos são moldura para as pinturas de Tomie Ohtake, ornam com outras obras instaladas nas paredes adjacentes e uma escultura de Bruno Giorgi.
Com um artifício estrutural - o recuo da laje antes de encontrar a parede limítrofe do terreno - os arquitetos conseguiram preencher com a estante metálica toda esta face da casa. Os proprietários procuraram deixar os livros relacionados às suas profissões nos seus escritórios, deixando na casa apenas volumes que atestam a espessura de seus interesses: na penumbra pela qual se circula, salta à vista lombadas de distintas obras, como uma edição americana das Passagens do filósofo Walter Benjamin, um exemplar do Cosmos de Carl Sagan, as memórias que Niemeyer escreveu em As curvas do tempo.
A estante chega até a sala, onde seus usos se tornam mais frugais: com um engenhoso sistema de portas tipo camarão, armazenam o televisor. Uma sucessão de armários baixos, no nível dos pés, encerra uma lareira, que mal se consegue ver quando apagada, de tão esforçado foi o seu detalhamento, para que não se sobressaísse diante da estante.
A luz do recuo de fundo inunda a sala de estar, e fez dela um entremeio com as alas externas, onde espécies baixas convivem com uma escultura de Amílcar de Castro. O andar superior tem um recorte nesta ala, deixando que a iluminação natural entre também pelo alto da sala, criando diferentes matizes de luz banhando o concreto armado aparente, desenhando por sombras os limites da área de jantar dos sofás e canapés de convivência.
Dois pequenos jardins dão apoio a esta parte da residência: um no quintal dos fundos e outro ocupando parte do recuo lateral, no qual uma pesada mesa de madeira e metal comprada num antiquário contrasta com a empena lateral de concreto armado. Nas áreas externas, empilhadas à maneira dos livros e obras de arte do interior, espécies de plantas se prendem nos muros por jardins verticais, uma biblioteca natural.
A cozinha é resolvida sem rodeios, em linha, num duplo mais iluminado do corredor da estante. A circulação vertical é feita por um sistema de escadas sobrepostas e um elevador hidráulico, que vence os três andares da casa e seu subsolo. Nesta área da residência, a escuridão é quase total, chegando ali apenas um pouco de luz natural pelo alto. A escada é feita por placas de concreto vazadas, fixadas em duas empenas.
No primeiro pavimento, dois quartos simétricos contêm um amplo closet e suíte, na qual os arquitetos reforçaram os jogos de escuro e claro utilizando pastilhas cinza-escuro. O mobiliário dos dormitórios também foi feito sob medida, mas desta vez de marcenaria, com placas de compensado naval aparentes, em uma singeleza que contrasta com as densas placas metálicas perfuradas que servem como proteção ao sol. Se de fora elas diluem os cheios e vazios de luz, por dentro elas filtram a vista do bairro residencial que envolve a casa, enviando a vista do céu e das árvores que marcam o miolo da quadra.
Entre os brises e o dormitório, um estrado metálico em gradil eletrofundido cria uma estreitíssima varanda, que se confunde com uma área de manutenção, formando um espaço incomum entre piso e fechamento.
No andar mais alto, uma academia de ginástica ampla marca a parte mais iluminada da casa: como um ginásio linear, distribuem-se diversos objetos para a prática de exercícios físicos, servidos por dois terraços externos que permitem uma vista desobstruída da paisagem, como um ponto de interrupção do jogo de sombras que marca os andares inferiores.
Recém-entregue, os arquitetos fazem um balanço positivo do desenho desta residência de alto padrão, a mais elaborada com que tiveram de lidar, inserindo detalhes como elevadores, desenhando muitos encontros de materiais e sistemas que, atualmente, são exigidos por este tipo de programa. O GrupoSP tem suas contribuições em projetos de variadas escalas - como o projeto do Sebrae em Brasília (AU 204), os edifícios residenciais desenhados em São Paulo, como o Simpatia (AU 207), e em residências unifamiliares, como a casa no Morro do Querosene (AU 190). Independentemente do tamanho dos edifícios, é visível o ponto de convergência das pesquisas do grupo, que congrega distintas gerações de arquitetos em um esforço de fazer uma especialidade sempre surpreendente pautada por grandes gestos.
Nesta nova casa, pode-se ver novas fronteiras pelas quais os profissionais se aventuram, sobretudo pela construção das sombras, que se tornaram um gesto em si, tão marcante quanto os planos de concreto aparente, as delgadas vigas metálicas e o preciso desenho da planta.

CONCRETE, STEEL AND SHADOWS
The residence in the City of São Paulo follows the parameters that mark GrupoSP's constructions: the search for structural beauty, objectivity in the use of materials and the articulation of space, which highlights the living aspects of its dwellers. Seen from the outside, the house shows its structural materials right away: concrete walls and steel beams. A brise of horizontal metal sheeting filters the light with a dense opening system, which creates a curious game of dark figures inside the house. On entering the gate, in this position, the full extension of the house and the perimeter wall in the back can be seen, in a perspective that allows an insight on the full size of the lot. Inside, there is a surprise: the access corridor that distributes the rooms is lined by costumed designed metal sheeted furnishing that resolves a book case that runs the entire face of the house. A zenithal slit allows cold light to enter from above the book cases, leaving this wing dark, almost like the rare book section in a library. The book case runs all the way to the living room, where its uses become more frugal: with um resourceful system of folding doors that store the television. The light from the nook in the back floods the living room. The top floor has a cutout in this wing, allowing natural lighting to also enter from above. On the bottom floor, the dense perforated metal plates serve as protection to the soil. If they dilute the projections and hollows of light on the outside, on the inside, they filter the view of the borough that surrounds the house. Between the brises and the bedroom, a base of electroplated metal grating creates a very narrow porch, forming an unusual space between the floor and the closure.

sábado, 27 de junho de 2015

Módulos termoacústicos

Lafaete forneceu módulos termoacústicos no Porto de Açu
Equipamentos foram usados enquanto os prédios administrativos do terminal de minério de ferro eram construídos





A Ferroport, joint-venture formada pela mineradora sul-africana Anglo American e pela Prumo Logística, é responsável pela operação do terminal portuário de minério de ferro no Porto do Açu, em São João da Barra (RJ). Entre os anos de 2007 a 2014, a empresa realizou a construção desse terminal, numa área de 90 mil metros quadrados, onde foram investidos cerca de R$ 1,9 bilhões.

Localizado a aproximadamente 40 quilômetros do centro da cidade, em local arenoso e plano, com baixo índice pluviométrico, o terminal portuário de minério de ferro possui área administrativa com 13 prédios de apoio, subestação própria, pátio de minério, ponte com extensão de 3 quilômetros e um Pier de atracação.
DESAFIO
Para uma obra desse porte, realizada num período de sete anos, seria necessário um canteiro de obras estruturado para alocar equipes administrativas e de operações enquanto os prédios administrativos do terminal não fossem concluídos, proporcionando ambiente de trabalho confortável, seguro e com boa mobilidade para as equipes. A Ferroport precisava de uma empresa que locasse módulos habitacionais e exigiu empresas qualificadas e certificadas para fornecer essas estruturas, além de rápida disponibilidade.
SOLUÇÃO
Para acomodar os funcionários até a conclusão dos prédios definitivos do terminal portuário, a Lafaete entregou 27 módulos com painéis termoacústicos, incluindo sanitário com caixa de dejetos, módulos para escritórios temporários, 3 sobretetos, 16 aparelhos de ar condicionado, além de mobílias (cadeiras, mesas e armários).
A instalação dos módulos foi feita com o auxilio de caminhão Munck e de montadores próprios. A Lafaete fez a montagem e o acoplamento de todos os módulos, das instalações dos aparelhos de ar condicionado e dos sobretetos, além da entrega do mobiliário, e das instalações de elétrica e hidráulica.
Como se trataram de instalações temporárias, o custo/beneficio foi viável, já que a infraestrutura é de excelente qualidade.Os produtos alugados atenderam às necessidades da Ferroport especialmente em relação à qualidade do material (módulos habitacionais tipo contêiner com painéis termoacústicos, com diferentes e plantas e aplicações), prazos e custos.
A possibilidade de montar os contêineres da forma desejada, diferenciando os layouts, ajudou a atender a necessidade da empresa de acordo com suas áreas, favorecendo um ambiente agradável e de extrema qualidade para os funcionários.
DESCRIÇÃO DO PRODUTO

Linha Termoacústico: A Linha Modular Termoacústico é constituída por painéis termoacústicos com núcleo isolante em EPS de 50 milímetros de espessura, proporcionando bem-estar, conforto térmico e acústico, além de resistência e eficiência. As vantagens desse produto são:

-Auto extinguível, ou seja, não propaga chamas;
-Alta durabilidade e resistência;
-Layout flexível - acoplamento e sobreposição de acordo com a necessidade;
-Versatilidade no transporte – montado ou desmontado;
-Sistema Plug & Use – fácil conexão com a rede de água e de esgoto local;
-100% reaproveitável e reciclável;
-Não gera resíduos e nem desperdícios na obra.

domingo, 24 de maio de 2015

Bandidos de colarinho branco.

Justiça bloqueia mais de R$ 500 milhões de empreiteiras investigadas pela Lava Jato
Galvão Engenharia, Camargo Corrêa e Grupo Sanko têm até 15 dias para apresentar os bens confiscados

Kelly Amorim, do Portal PINIweb
15/Maio/2015





 A Justiça Federal do Paraná decretou na última quarta-feira (13) o bloqueio de R$ 241 milhões da empreiteira Camargo Corrêa e do Grupo Sanko e de R$ 302 milhões da Galvão Engenharia relativos aos pagamentos de propinas pagas por participação em contratos da Petrobras, investigadas no âmbito da Operação Lava Jato da Polícia Federal. Os réus das ações têm até 15 dias para apresentar os bens.
Com o valor bloqueado anteriormente da Engevix Engenharia, o montante tornado indisponível de empresas acusadas na Lava Jato alcança R$ 700 milhões.
De acordo com o procurador da República Deltan Dallagnol, com as denúncias divulgadas nesta semana contra quatro ex-deputados federais e outros nove acusados, chega a 28 o total de acusações formais perante a Justiça Federal. A investigação tem 128 suspeitos, além de cinco ações de improbidade.
A Lava Jato tem ainda 15 acordos de delação premiada, que levaram à restituição voluntária de R$ 570 milhões. Do total, R$ 369 milhões foram repatriados.
Em nota, a Galvão Engenharia informou que desconhece a decisão judicial. "Causaria surpresa tal determinação, pois na ação em que o Ministério Público Federal (MPF) pede a devolução de valores, ajuizada há cerca de três meses e da qual tivemos conhecimento, não há referência a qualquer tipo de bloqueio", disse a empresa.
Procuradas pela reportagem, as empresas Camargo Corrêa e Grupo Sanko ainda não se posicionaram.


quarta-feira, 22 de abril de 2015

Reciclagem na construção civil.

MRV Engenharia transforma resíduos construtivos em peças para compor muros de empreendimentos.

Sistema de reciclagem em operação em Uberlândia economizou R$ 3,5 mil em compra de materiais em três meses
Kelly Amorim, do Portal PINIweb





A MRV Engenharia está transformando resíduos construtivos da Classe A em peças para a estrutura dos chapéus dos muros dos empreendimentos na cidade de Uberlândia, em Minas Gerais. São utilizados materiais como restos de blocos, sobras de cerâmica, argamassa e corpos de prova de concreto estrutural, que passam por processos de moagem e aglutinação dos resíduos sólidos.
A ação, de acordo com a construtora, contribui significativamente para a redução de resíduos produzidos no canteiro e descartados no meio ambiente e para a redução dos custos da construção, já que a empresa não compra mais as peças para concluir os muros dos empreendimentos.
"Foi desenvolvido um traço para o concreto e fez-se os rompimentos necessários para verificação da resistência da peça. Para a fabricação unta-se a forma com desmoldante a base de água, preenche-se as formas com o concreto e no dia seguinte faz-se a desfôrma. As peças ficam em processo de cura por 15 dias e depois são transferidas para a obra para devida aplicação", explica o gestor de Obras da MRV Leonardo Sampaio.

Em três meses, o processo economizou mais de R$ 3,5 mil em compra de materiais. Ainda segundo Sampaio, a ideia surgiu dentro do Programa de Gerenciamento de Resíduos da Construção Civil (PRGRCC), que prevê diversas ações para reaproveitar os resíduos gerados no processo construtivo dos empreendimentos, evitando o descarte em caçambas de entulho.

sexta-feira, 3 de abril de 2015

Novas alternativas para a construção civil

Minha Casa, Minha Vida entrega o primeiro residencial do Paraná construído com woodframe
Sistema desenvolvido pela Tecverde permitiu a construção de 66 imóveis em seis meses
Kelly Amorim, do Portal PINIweb







O programa Minha Casa, Minha Vida (MCMV) do Governo Federal entregou na última segunda-feira (23) o primeiro condomínio residencial com imóveis construídos em woodframe do Paraná. Chamado de Moradias Nilo, em Curitiba, o empreendimento de R$ 4 milhões com 66 unidades residenciais unifamiliares foi construído em seis meses pela empresa Tecverde.

O método construtivo utilizado permite que uma residência, sem a cobertura, seja edificada em menos de três horas. A construção do condomínio durou, portanto, cerca de metade do prazo normal para uma obra convencional do mesmo porte, além de ter redução de 75% da demanda por mão de obra e de gerar apenas 25% dos resíduos de um canteiro comum.
A tecnologia sustentável a seco, homologada pela CAIXA e o Ministério das Cidades, permite que as paredes sejam montadas com painéis madeira autoclavada para garantir a proteção contra cupins e umidade. Sobre a estrutura, foi instalado isolamento térmico e acústico e fixadas chapas de cimento na face externa. No interior das paredes, o acabamento é feito em gesso. As casas têm garantia de dez anos e média de durabilidade de 50 anos.
O Moradias Nilo também é o primeiro residencial do município que conta com sistema de aquecimento solar de água. Cada casa recebeu um equipamento que consiste em uma placa de vidro instalada no telhado e conectada a um reservatório térmico de inox, que por sua vez se liga à caixa d'água. No interior da placa de vidro, existe uma serpentina de condutores de energia feitos de cobre e alumínio. A função da placa é captar a radiação solar e aquecer a água que passa pela serpentina.

A instalação do aquecimento solar representa menos de 5% do custo de cada unidade e reduz em até 50% o consumo residencial de energia elétrica. Como em Curitiba os dias nublados são intermitentes, o equipamento conta com um sistema auxiliar de energia elétrica para garantir o fornecimento de água quente nessas condições.
Os imóveis foram entregues a famílias com renda de até R$ 1,6 mil no âmbito do programa habitacional.